Em amistoso realizado nesta noite de quinta-feira, o Tottenham bateu o New York Red Bulls por 2 a 1, na abertura do New York Football Challenge, torneio amistoso preparatório para a temporada 2010-11.
Na primeira etapa do jogo, o Tottenham teve mais a posse de bola e parecia ter o controle da partida, mas com uma defesa insegura, principalmente no lado direito, com Alan Hutton, o New York Red Bulls criava muitas chances de perigo, até que aos 25 minutos, Joel Lindpere fez grande jogada pela esquerda, passando com facilidades por Hutton, e cruzou, para Thierry Henry, que desviou com a ponta da chuteira, abrindo o marcador. Este foi o primeiro gol de Henry no clube norte-americano, em sua estréia. Antes do gol, Carlo Cudinici, goleiro do Tottenham na partida, já havia feito duas grandes defesas.
No restante do primeiro tempo, o Spurs até tentou chegar ao empate, mas apenas Gareth Bale tinha uma boa atuação, não sendo suficiente para a igualdade no marcador.
Porém, na segunda etapa, com algumas mudanças na equipe e com a contribuição da defesa do New York Red Bulls, o Tottenham chegou ao empate e na seqüência a vitória. Aos 62 minutos, o empate, com Robbie Keane, que até aquele momento fazia uma partida muito ruim. Andros Townsend cobrou escanteio, o goleiro falhou e a bola sobrou para o atacante irlandês só empurrar para as redes, 1 a 1. Aos 72 minutos foi a vez da zaga falhar e de Gareth Bale virar o jogo, com um toque com inteligência, após lançamento de Tom Huddlestone. No final ainda teve bola na trave do Red Bulls, mas ficou assim, Tottenham 2 a 1.
Avaliação dos jogadores
Por Willian Stein
> Cudicini: 7.5 – Ótima atuação depois de tanto tempo parado, o Clean sheet lhe foi negado por uma defesa suspeita à sua frente, mas sempre que acionado o Italiano reagiu bem e obrigará Gomes a se manter em forma semelhante à forma da temporada passada para manter sua vaga entre os postes.
> Hutton: 4.5 – O elo fraco de uma defesa que por si só já não inspirava confiança. O escocês até tentou oferecer uma opção quando atacávamos pelo flanco direito, mas, seja com a bola nos pés ou defendendo, essa foi uma atuação para se esquecer.
> Walker: 5.5 – Posicionamento suspeito e reações lentas do jovem lateral improvisado como zagueiro, Kyle levou uma lição de futebol do nosso nemesis Henry e não foi surpresa que o jovem inglês passou a crescer em confiança e produtividade quando o francês deixou o campo.
> Corluka: 5.5 – Não é exatamente um veterano, mas o croata era para ser a cabeça experiente que organizasse a zaga na primeira etapa e ele falhou em fazê-lo, inclusive perdendo Henry no lance do gol dos donos da casa, o fato de que a zaga melhorou substancialmente quando Huddlestone, um volante, tomou seu lugar conta sua própria história – vale mencionar que a ausência de um certo francês adepto de handball também impactou nesse quesito.
> Naughton: 6 – O menos testado da nossa zaga no primeiro e tempo e, talvez por isso, não teve suas fragilidades tão expostas e pode sair de campo de cabeça em pé, pelo menos não tendo comprometido, mesmo sem ter feito nada de espetacular.
> Kranjcar: 6 – Claramente fora de ritmo de jogo. O croata – recém recuperado da lesão que o manteve fora dos jogos finais da temporada passada – teve dificuldade em se envolver, jogando numa posição que, para ser justo, não é sua ideal. Ainda assim sua anonimidade combinada com alguns lapsos de concentração e um domínio de bola enferrujado garantiram sua ausência não fosse sentida quando deu lugar a Danny Rose.
> Huddlestone: 7.5 – Cumpriu seu papel com perfeição, envolvido em praticamente todas as jogadas que traçamos antes do intervalo e com alguns lançamentos de salivar, sua influência naturalmente diminuiu quando foi movido para a defesa, mas além de fazer um bom papel no setor ainda esteve envolvido no segundo gol.
> Jenas: 6 – Displicente quando em posse da bola e uma figura menos energética do que se espera – e aquém do que é capaz de fazer. Melhorou marginalmente após o intervalo, mas, para um jogador cujo futuro está longe de garantido, certamente mais disposição não faria mal algum.
> Bale: 8 – Destaque da partida. Ótima atuação do jovem galês, batendo seus adversários com facilidade, colocando bolas de qualidade na área e mostrando um esforço monumental nas difíceis condições climáticas, seja suportando o ataque ou defendendo disciplinadamente. Aproveitou lapso da defesa adversária para coroar sua performance com o gol que decidiu o duelo.
> Modric: 6.5 – A inabilidade do time em fazer a bola chegar oa pequeno Luka foi frustrante por vezes e seu impacto foi limitado consequentemente, Modric teve seus momentos de inspiração, mas eles foram muito esparsos e, especialmente no segundo tempo quando jogou mais recuado, lhe faltavam opções para exercer sua mágica.
> Keane: 6.5 – Não é o jogador ideal para jogar sozinho no ataque – não é de se estranhar que nenhum dos cruzamentos resultou em perigo -, mas ao menos se movimentou bem procurando explorar os corredores que se abrissem na defesa adversária e não pode ser culpado por falta de esforço numa noite que seu domínio de bola muitas vezes deixou a desejar. Sua nota melhora um pouco por estar na hora certa, e no lugar certo, para empatar o placar.
Substitutos
> Taarabt: 6.5 – Entrou no lugar de Corluka, com Huddlestone recuando para a zaga e Modric também jogando mais recuado. Operou no vão entre ataque e meio de campo e mostrou alguns toques inteligentes que ajudaram o time a se recuperar de um primeiro tempo fraco.
> Towsend: 6 – Tomou o lugar de Naughton e forçou Bale a voltar a lateral. Suas corridas diretas pareceram ameaçadoras, mas ultimamente não surtiram efeito e, após a entrada de Rose, quando foi movido para o flanco direito, desapareceu da partida.
> Rose: 6.5 – Intercalou com Bale entre lateral e meio-campo no flanco esquerdo e, embora não tenha tido muito impacto com a bola, mostrou um nível de energia e entendimento tático que foi bem vindo ao time.
> Mason: 6 – Entrou no lugar de Modric. Outro jovem cheio de energia que auxiliou nos minutos finais sem nunca causar um grande impacto.
Técnico
> Redknapp: 6 – Escalação inicial suspeita, com uma zaga mal formada e a decisão questionável de deixar um atacante com o porte físico de Keane sozinho no ataque. Merece crédito por organizar melhor o time após o intervalo e contou com a defesa adversária para descolar a vitória. Mas, no final das contas, esse é apenas mais um amistoso para os jogadores reencontrarem o ritmo de jogo e dadas as difíceis condições climáticas foi um bom exercício para o time, que só tomará sua verdadeira forma com a inclusão dos astros que disputaram à Copa do Mundo.
Análise tática
O Tottenham saiu do tradicional 4-4-2 implantado por Harry Redknapp e passou ao 4-1-4-1, esquema não muito diferente do tradicional.
Na defesa, uma linha com quatro defensores, sendo, curiosamente, todos laterais-direitos de ofício, o que fez com que o setor defensivo não passasse muita segurança durante a partida.
No meio-campo, Tom Huddlestone jogou um pouco mais recuado do que o habitual, mas continuou sendo o distribuidor de jogo da equipe, quem está sempre fazendo a saída de bola, fazendo o time jogar.
Luka Modric e Jermaine Jenas foram típicos meio-campistas “box-to-box”, ou seja, que defendem quando o time não tem a bola e atacam quando a equipe está com a posse. Isso mostra que Harry Redknapp pretende continuar utilizando Modric pela faixa central do meio-campo na temporada 2010-11, o que deu muito certo no fim da temporada passada.
Como meio-campistas laterais tivemos Gareth Bale pela esquerda e Niko Kranjcar pela direita. Kranjcar, por características, procurava centralizar o jogo e não realizava as jogadas laterais, como Bale.
No ataque, Robbie Keane, até certo ponto, isolado, tentou se movimentar, mas estava em um dia ruim tecnicamente e não contribuiu muito.




O Keane está tão ruim tecnicamente que só faz gol no erro do adversário, e já tá “naquela idade”.
Algo me diz o Bale vai ser o novo “Giggs” (canhotinha, galês… mesmo em funções distintas). Puta jogador.
4-5-1?!?!? Não!!!!!
Não vou cornetar o Keane, porque só Gênios jogam sozinho na frente.
Tb não vou cornetar o velho, pq nessa pré-temporada o cara tem que testar tácticas toscas e jogadores da base.
Mas ainda espero minhas contratações.