Ao Tottenham em Wembley: a derrota e a esperança

Quem acompanhou a última edição da Premier League viu que White Hart Lane foi um dos pontos fortes da equipe comandada por Maurício Pochettino. Jogando em casa, os Spurs venceram 17 partidas, empataram duas e não perderam nenhuma, conquistando assim 53 dos 57 pontos possíveis em seus domínios. Contudo, com a demolição do estádio para a construção de um novo lar, o Tottenham teve que mudar-se temporariamente para Wembley para disputar a temporada 2017/18.

Jogar em Wembley é um sonho. O estádio, que é normalmente utilizado para jogos da seleção inglesa, e fases finais das principais competições de mata-mata da Inglaterra, é um dos templos esportivos mais charmosos e icônicos do mundo. Mas para o Tottenham, até agora, o mesmo é um pesadelo a ser encarado. Jogando lá na última temporada, o clube foi eliminado da Champions League, ainda na fase de grupos, perdeu a semifinal da FA Cup para o Chelsea, e apresentou um futebol bem abaixo do comum. Fazendo uma analogia nerd: é como se os Spurs fossem o personagem dos quadrinhos Clark Kent e aquele gramado fosse rodeado de criptonita.

Mas independente de todos os paradigmas, o Tottenham tinha que ser forte, tinha que bater o Chelsea e o histórico negativo de apenas uma vitória em nove jogos no estádio, para se provar uma das grandes forças do campeonato. Contudo, isso não aconteceu. O Chelsea, mesmo bastante desfalcado (sem o zagueiro Gary Cahill, o meia Cesc Fàbregas e o atacante Eden Hazard), venceu por 2 tentos a 1, jogando mais um caminhão de incertezas sobre o futuro do clube lillywhite jogando longe de White Hart Lane. Afinal, parece que nunca será possível ao Tottenham alcançar um bom aproveitamento em casa sem que esta seja o antigo estádio do clube. Porém, não é bem assim.

Quem acompanhou o jogo viu como o Tottenham melhorou sua atuação, dominou a posse de bola de maneira ampla, propôs o jogo e somente não venceu porque esbarrou em si próprio. Não foi o estádio “amaldiçoado”, não foram os quatro ou cinco metros de largura a mais que fizeram Marcos Alonso acabar com a partida. Foi o próprio Tottenham que se auto-sabotou em um claro momento Spursy. E a esperança do título sai daí: se finalmente a equipe amadurecer individualmente e coletivamente, será mais do que capaz de transformar Wembley em um de seus pontos fortes e a derrota do último fim de semana, por mais que dolorida, ao menos serviu para isso.

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joaobucchi

Paulista do interior, amante de todos esportes que envolvem bola, em especial o futebol, e eterno sofredor por torcer pro Tottenham.