Em entrevista, Pochettino rechaça problemas de Wembley e fala em quatro contratações

Em extensa entrevista dada à imprensa britânica, antes da estreia do Tottenham no estádio Wembley, sua casa em 2017/18, o treinador da equipe, Mauricio Pochettino, mostrou confiança no desempenho da equipe como inquilino do principal estádio da Inglaterra e afastou qualquer tipo de receio ou preocupação por mandar jogos no local nesta temporada.

Depois de conseguir apenas uma vitória, contra um combalido CSKA, já eliminado da Liga dos Campeões da Europa, em nove partidas que disputara em Wembley, na última temporada, os torcedores do Tottenham mostraram-se bastante preocupados com a mudança para a casa temporária da equipe em 2017/18. Mesmo com a vitória sobre a poderosa Juventus, em amistoso de pré-temporada, o ceticismo ainda toma conta dos fãs da equipe lillywhite.

E uma das grandes preocupações dos torcedores da equipe fica por conta das dimensões do gramado de Wembley: com 105 metros de comprimento e 69 metros de largura, o estádio pertencente à Federação Inglesa de Futebol possui um campo consideravelmente maior que o de White Hart Lane, que media 100 metros em comprimento e 67 metros em largura. E foi em White Hart Lane que o Tottenham viveu seus melhores momentos na temporada, inclusive terminando a última temporada em sua casa de maneira invicta.

No entanto, Mauricio Pochettino mostra confiança sobre mandar todos os seus compromissos da temporada no estádio da seleção inglesa, e tem uma visão diferente sobre a ‘maldição de Wembley’: “Wembley não é um problema. Nós somos o problema se não conseguimos ganhar, como na última temporada. Wembley é o local mais importante do mundo e se não estamos preparados para vencer lá, não é por causa de Wembley e sim por nossa causa. É o lugar mais entusiasmante para se jogar futebol.”

“Foi aqui que o futebol nasceu. Para mim, na Argentina e na Espanha, sempre foi um sonho jogar em Wembley e agora uma possibilidade dessas de jogar lá a cada duas semanas, ou até toda semana, ou, até mesmo, três vezes na mesma semana é incrível. Wembley não é, definitivamente, um problema. Eu amo Wembley.”, declarou um empolgado Pochettino ao ter a oportunidade de trabalhar em Wembley.

“Nós precisamos tornar Wembley nossa casa. Quando ganhamos da Juventus (na pré-temporada), os jogadores perceberam que o problema não estava em Wembley. Nós percebemos que éramos pobres quando jogamos lá na última temporada, por diferentes motivos. Para todo mundo jogar em Wembley é difícil, mas Wembley será nossa casa por uma temporada e precisamos torná-la uma força contra nossos adversários.”, completou Pochettino, a respeito de tornar o estádio Wembley numa fortaleza para a temporada do Tottenham.

Sobre o mercado de transferências, Pochettino revelou novamente seu desejo de conseguir ao menos quatro contratações nesta janela de negociações, mas não deu pistas das posições ou dos jogadores que são alvos da equipe. “Eu quero quatro jogadores se possível, mas não é fácil. Precisamos de tempo para trabalhar.”

“Nós sempre contratamos três ou quatro jogadores toda temporada. É importante avaliar os jogadores que têm a possibilidade de ser contratados. Nós temos um elenco muito forte e criamos bons hábitos e uma ótima filosofia. Não é fácil, para nós, contratar o perfil correto. A coisa mais importante é tentar ser certeiro nos alvos de transferências e contratar alguém que faça parte do futuro da equipe.”, finalizou o argentino, a respeito do papel do Tottenham no mercado de transferências.

Um dos quatro jogadores que Pochettino deseja acrescentar ao elenco do clube já foi contratado: trata-se do zagueiro colombiano, Davinson Sánchez, de 21 anos, oriundo do Ajax. Quais serão, portanto, os outros três nomes que Pochettino planeja trazer ao Tottenham nos próximos dias?

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Fábio Malet

Gaúcho de Porto Alegre, bacharel em Ciência da Computação e analista de sistemas. Apaixonado por esportes, tem o jornalismo como um hobby, e, pretende, futuramente, fazer pós-graduação na área. Acompanha o Tottenham desde o começo da temporada 2002-03, por causa de Robbie Keane, do qual tornou-se fã pelo seu desempenho na Copa do Mundo 2002. No Brasil, torce para o Grêmio desde suas primeiras palavras.

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