Jovens comentam a estreia no Checkatrade Trophy

Com a cabeça fria, após uma das batalhas mais vorazes de suas vidas diante do Luton Town, da League Two (quarta divisão) na noite de terça-feira, os jovens jogadores da base do Tottenham: Oliver Skipp, Japhet Tanganga e Joe Pritchard explicaram como o desafio foi “um de nossos jogos mais duros até aqui”.

Na primeira vez em que nossa equipe sub-21 disputou a competição, o Tottenham se viu sob muita pressão ao jogar no Kenilworth Road. Logo de começo, já foi preciso uma grande defesa de Brandon Austin e um ótimo trabalho do sistema defensivo para que a equipe não sucumbisse cedo na partida.

A equipe saiu atrás do marcador aos 19 minutos, mas deu uma resposta quase imediata, quando o defensor Joe Pritchard arriscou uma arrancada e viu seu arremate acertar a trave, mas logo encontrar as redes após a bola voltar a jogo e rebater no goleiro.

Ryan Loft, então, foi o encarregado de virar o jogo a favor dos Spurs logo antes do intervalo da partida. Acabou que o time da casa conseguiu o empate e o jogo terminou em 2 a 2, fazendo com que nossos jovens jogadores conquistassem um valioso ponto fora de seus domínios. Ainda, como parte do regulamento da competição, foi realizada uma disputa de pênaltis valendo um ponto bônus, que acabou sendo conquistando pelo Luton (4-2 nas cobranças). Contudo, isso não diminuiu tudo aquilo que os jogadores representaram na partida. Alguns deles até se pronunciaram sobre:

Oliver Skipp

Como um jogador de apenas 16 anos e tendo que tomar conta do meio de campo, como que você se sentiu ao enfrentar a equipe profissional do Luton?
“Obviamente, é um desafio, porque eles tem uma capacidade física bem maior que a minha. Você leva menos pancadas quando está jogando pelo sub-18, por exemplo. Aqui, também, a gente tinha que agir sempre mais rápido, porque eles estavam sempre nos perseguindo. O que eu acho que temos que pensar é que conseguimos competir, disputamos a bola como se fosse qualquer outro jogo, sem se preocupar muito com o outro lado”.

Como você acha que o jogo progrediu após o intervalo?
“Poderia ser um grande início de segundo tempo. Will (Miller) fez um ótimo passe e Ryan pôde finalizar bem para nos colocar em vantagem logo antes do intervalo. Foi bom fazer o 2-1 para nos colocar ainda mais dentro da partida. Com o primeiro tempo acabado, nós já sabíamos que precisaríamos ter mais a posse de bola, ser duros nas divididas, tentar jogar bem desde a defesa e utilizar nossos laterais como válvulas de escape, já que o Luton estava jogando por sua grande chance de título na temporada. Foi desapontador conceder o gol de empate em um lance de cruzamento como aquele, mas acredito que nos portamos bem após aquilo, já que eles tinha todo o momento a seu favor. Acredito que fomos bem em evitar o terceiro gol”.

Japhet Tanganga

O Luton tinha alguns atacantes bem experientes a seu favor. Como é ter de defender contra eles?
“No jogo aéreo, foi um teste bem interessante. Fomos muito bem pelo alto. Sempre precisamos estar atentos defensivamente e penso que fomos bem, mesmo cedendo dois gols. Conseguimos bons bloqueios, defendemos bem nos escanteios. Defensivamente, esse foi um dos nossos jogos mais duros até aqui”.

Conte-nos sobre o começo da partida…
“Foi difícil e penso que estávamos um tanto nervosos. Nervosismo é até bom, mas acho que nós deixamos ele nos tomar nos primeiros 15 minutos. Foi bem complicado, tivemos que nos virar, mas conseguimos lidar bem com a situação, após a grande defesa do Brandon nos manter vivos no jogo. Naturalmente, nós crescemos na partida, ficamos confiantes e começamos a jogar um bom futebol. Foram 15 minutos iniciais bem duros, mas acredito que soubemos passar por esse período e isso é bom. Claro que o momento em que saiu o gol de empate foi favorável também. O Luto abriu o placar e o pessoal ficou meio cabisbaixo, mas logo Joe trouxe nossa moral de volta com aquele chute. Isso deu uma levantada no nosso astral e pudemos controlar o jogo. Todos ficaram ainda mais confiantes e passaram a trocar passes com mais eficiência”.

Joe Pritchard

O quão desafiador foi o jogo?
“Eu penso que o Luton é um time muito bom. Eles jogaram numa formação com quatro no meio de campo e foi difícil para que nós nos acostumássemos a isso. Foi difícil defender contra eles, eles tiveram muita posse de bola ofensiva, mas acho que equilibramos isso ao fim do primeiro tempo, principalmente após o 1-1″.

Conte-nos como foi a jogada do seu gol…
“Não havia muitas opções. Lembro que olhei para os lados, mas só conseguia ir avançando, o que fazia com que eles recuassem. Por sorte, eles estavam me dando espaço, não pressionavam, até que eu cheguei ao ponto em que poderia arriscar a finalização. Peguei bem na bola e foi azar a bola ter acertado a trave. Penso que fiz tudo certo na jogada, o defensor estava na minha frente e o chute foi um pouco acima da perna dele e eu achei que não seria gol até que a bola bateu no goleiro, voltou a bater na trave e entrou! Foi fantástico!”

O que foi falado no intervalo?
“Obviamente, tivemos uma boa conversa no intervalo. Wayne (Burnett) nos deu muita confiança para que voltássemos ao segundo tempo. Sabíamos que poderíamos vencê-los se trabalhássemos duro. Nós fomos muito bem logo de início, tivemos a posse de bola, fazíamos jogadas ofensivas rapidamente. Ryan teve um avanço muito bom, é um jogador muito veloz e aproveitou a chance no 1 contra 1 com o goleiro. Claro que ao final do jogo você sente o cansaço, mas os jogadores lidaram muito bem com isso. Quando todos estavam cansados, ficamos ainda mais juntos, mantivemos a boa forma, mantivemos uma boa estrutura e conseguimos um ponto no fim de tudo”.

Quais foram seus pensamentos na disputa de pênaltis?
“É sempre complicado perder uma disputa de pênaltis, porque fica aquele sentimento de injustiça. Os jogadores merecem todo o crédito, porque jogamos muito bem e merecemos conquistar o empate. Claro que há sempre o que melhorar. Obviamente, é desapontador perder, mas temos mais jogos pela frente e precisamos pensar neles agora”.

Matéria original: http://www.tottenhamhotspur.com/news/under-21s/match/player-reaction/oliver-skipp-japhet-tanganga-joe-pritchard-luton-reaction-160817/

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Lucas Colenghi

Mineiro de Uberaba (no Triângulo Mineiro). Licenciado em Letras com Habilitação em Português e Inglês pela UFTM. Tenho 22 anos e as duas coisas que eu mais odeio no mundo são: 1- acordar cedo; 2- escanteio curto. Gostar de futebol é legal até você resolver torcer para um time: com o Tottenham não é diferente.

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