Obrigado, White Hart Lane!

14 de maio de 2017: data da realização do último jogo oficial de White Hart Lane. Este texto é uma homenagem particular ao estádio que considero um templo do futebol. Pode não ser icônico como o Camp Nou, o Giuseppe Meazza ou o próprio Old Trafford (casa do nosso adversário desta tarde), mas suscita todo um misto de sentimentos que me fazem, mesmo o conhecendo só por mídias digitais, considerar que o White Hart Lane é colossal.

Treinadores que passaram por aqui já reclamaram das dimensões do gramado, a mídia já reclamou da atmosfera da torcida, mas neste dia de “The Lane Finale” tudo isso fica para trás. Que homenagem fantástica esta equipe atual do Tottenham proporcionou à sua – já posso dizer velha – casa.

Não vou ficar torrando a paciência de ninguém com números. Isso você vai encontrar em diversos sites navegando por aí. Ratifico que só quero registrar meus pensamentos e todo o agradecimento possível a uma saudosa maloca, uma maloca querida.

Lembram das piadas? “É difícil ganhar em White Hart Lane. O Tottenham dificilmente ganha lá”. Isso mudou muito com a chegada de Mauricio Pochettino ao comando do clube. Os Spurs vinham de campanhas surpreendentes longe de seus domínios, mas viviam sendo chamados de delivery: entrega em casa. Poch trouxe uma nova filosofia e comandou jogadores competentes para conquistar o primeiro objetivo de seu projeto: manter o Tottenham como clube que briga não só por Champions League, como também por título no campeonato inglês.

Tudo bem, aqui vai um número: na temporada 2016/2017 – também conhecida como atual temporada – os Spurs, na EPL, conquistaram 17 vitórias e 2 empates nas 19 partidas disputadas em seus domínios: o que foi chave para conquistarmos o vice-campeonato. Se levarmos em consideração jogos das Copas nacionais ainda: podemos colocar mais 5 vitórias (e nenhuma derrota) nessa conta.

Ok, o Tottenham não terminou a temporada invicto como mandante no cômputo geral: a campanha europeia realizada em Wembley foi um fiasco. Mas quando o jogo foi em sua fortaleza, não teve para praticamente ninguém: só Liverpool e Leicester saíram de lá sem escoriações.

Neste momento, já não tenho muita força nos dedos para continuar escrevendo. Nada do que eu colocar aqui será suficiente. Toda essa homenagem foi, primeiramente, construída por um clube que, por mais que não tenha sido campeão esta temporada, me fez sorrir. As frustrações foram pouquíssimas dessa vez. Não consigo, olhando para tudo o que foi feito em 2016/2017, cobrar demais da equipe. Claro… Temporada que vem o desafio vai ser ainda maior sem nosso templo, mas deixem que as cobranças voltem só na frente.

Agora… vamos só curtir o momento. Obrigado, Tottenham. Obrigado, White Hart Lane (pelos 10 anos que acompanhei em seus 118 de existência). Que Wembley, também, seja homenageado em 2017/2018. E o novo estádio, ainda em construção, daí para a eternidade.

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Lucas Colenghi

Mineiro de Uberaba, no Triângulo Mineiro, graduando em Licenciatura em Letras com Habilitação em Português e Inglês. Tenho 21 anos e as duas coisas que eu mais odeio no mundo são: 1- acordar cedo; 2- escanteio curto. Gostar de futebol é legal até você resolver torcer para um time: com o Tottenham não é diferente.

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