UCL – Monaco 2×1 Tottenham

O Tottenham visitou o Monaco nesta tarde/noite de terça-feira (22) e adicionou mais um fracasso a sua já extensa lista. Derrotados por 2 a 1 (Sidibé e Lemar marcaram para os franceses, Kane descontou) os Spurs estão matematicamente eliminados da Champions League, ainda na fase de grupos. Mesmo que vença o CSKA, na última rodada, e chegue aos mesmos 7 pontos do Leverkusen, o Tottenham não consegue a qualificação por ter desvantagem no confronto direto contra os alemães.

Precisando de apenas um empate para se garantir na próxima fase, Leonardo Jardim armou seu Monaco com Subasic; Sidibé, Glik, Jemerson, Mendy; Fabinho, Bakayoko, Lemar, Bernardo Silva; Germain e Falcao. Já Maurício Pochettino escalou um Tottenham modificado, mantendo a espinha dorsal da vitória contra o West Ham, pela Premier League, mas tirando alguns jogadores chave, como Walker, Vertonghen e Eriksen. Estranhamente, o treinador poupou jogadores importantes, para um jogo que poderia nos eliminar na principal competição da temporada. Enfim, o time entrou em campo com Lloris; Trippier, Dier, Wimmer, Rose; Wanyama, Winks, Dembelé, Alli; Son, Kane.

Já nos primeiros movimentos o Tottenham teve uma grande chance para abrir o placar. Alli deixou Son na cara do gol, mas o coreano se atrapalhou ao tentar driblar Subasic e jogou a chance fora. Aos 11′, pênalti cometido por Dier. Falcao foi para a cobrança e mandou no cantinho direito de Lloris, que fez uma defesa espetacular, salvando os Spurs. Durante todo o resto do primeiro tempo o jogo foi morno, com poucas chances reais de gol e muita posse de bola improdutiva – a grande marca do Tottenham na temporada.

Na volta do intervalo, os dois times pareciam bem mais animados. Logo aos 48′, Mendy foi na linha de fundo e cruzou na área, encontrando Sidibé – ridiculamente livre – para cabecear firme e abrir o placar. A reação do Tottenham não demorou, e aos 51′, Glik puxou Alli na área, cometendo pênalti claro. Harry Kane foi para a bola e bateu firme, empatando o duelo. Subasic ainda desviou a criança, mas não evitou o gol. Mas o Tottenham precisa ser o Tottenham sempre. e na saída de bola, levou outro gol. Sidibé mandou na área, a bola passou por todo mundo e caiu com Lemar, na ponta esquerda. Sem titubear, o camisa 27 bateu firme, rasteiro, e voltou a colocar os franceses na frente.

Mal armado, perdido na criação e absolutamente desconcentrado, o Tottenham parecia aceitar a eliminação. Aos 62′, Bernardo Silva fez boa jogada individual e bateu forte, mas Lloris realizou boa defesa. Harry Winks, absolutamente perdido no jogo, definitivamente se mostrou o “menino do treinador”, não saindo mesmo com tamanha adversidade. Os escolhidos para as substituições, aos 65′, foram Dembele e Son, dando lugar a Eriksen e Janssen. Pouco depois veio Sissoko para a vaga de Winks, mas a verdade é que nada mudou.

 O mais triste é ver que o time não conseguiu fazer nenhuma pressão, criar ocasiões, nada. Nem o famoso ‘abafa’ aconteceu. Um time fraco, inoperante ofensivamente e que dependia exclusivamente de lampejos individuais. Este foi o Tottenham. Obrigatoriamente, vem a reflexão: para quê todo o esforço e toda a luta para ficar entre os 4 na Premier League? Para poupar os titulares e não jogar nada na Champions? Fica o questionamento em meio a amargura de mais uma precoce eliminação. Um fracasso retumbante, em um grupo fraco, que precisa ser lembrado por muito tempo. Para que tamanha soberba não se repita tão cedo. Não em um clube que não é campeão nacional há mais de 50 anos e não levanta uma mísera taça há quase 10.

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Emerson Araujo

Jornalista, aficionado por futebol, torcedor do Cruzeiro (de nascença) e do Tottenham (desde 2005). Orgulhosamente, um dos fundadores da Tottenham Brasil e colaborador do Guerreiro dos Gramados, site voltado a cruzeirenses. Odeia Guardiolismos e acredita que atacante tem que fazer gol. Acredita que todo dia é um 7 a 1 diferente e não há nada de mau nisso. Exímio treinador no Football Manager.

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