Pochettino e a seleção argentina

Nesta sexta-feira, 11, o site oficial do Tottenham aproveitou o clima de data FIFA para postar uma entrevista realizada com o treinador da equipe principal do clube, Mauricio Pochettino. O tema era: a relação de Pochettino com a seleção argentina, a sensação de defender seu país natal. Acredito que a entrevista tenha sido feita antes do atropelamento canarinho sobre a albiceleste de ontem (acredito que só aconteceu porque Lamela não esteve em campo), mas é interessante entender a relação de um ex-boleiro com seu país. Isso se torna ainda mais relevante, se levarmos em consideração às histórias brilhantes de Ardiles e Villa pelo Tottenham.

Poch estreou pela Argentina em 1999. Para quem não sabe, nosso treinador era um zagueiro como não se vê há um bom tempo na retaguarda de tal seleção. Se você acha que o Otamendi é um zagueiro tão bom assim: veja o segundo gol do Brasil novamente. Enfim: Pochettino fez parte de uma Argentina que foi avassaladora na fase qualificatória para a Copa do Mundo de 2002 e afundou no mesmo torneio: foram 20 aparições dentre 1999 e 2002.

Pensando nesse período, o site do clube resolveu conduzir sua entrevista com o treinador. Primeiramente, lhe foi perguntado qual a melhor coisa de se vestir a camisa de sua seleção:

“Para todos os jogadores argentinos, só vestir a camisa da seleção argentina já é a melhor coisa que pode acontecer em sua vida, porque somos muito apaixonados por futebol e somos muito orgulhosos de nosso país. Tudo o que queremos é representar nosso país, isso é algo especial. Minha estreia foi contra a Holanda, em Amsterdã. Foi um grande momento, inesquecível para mim.” – disse Mauricio.

Ao ser perguntado sobre o desempenho da Argentina na Copa do Mundo de 2002, o treinador afirmou:

“A Copa do Mundo foi difícil. – a Argentina acabou sendo eliminada na fase de grupos, com Pochettino colaborando diretamente em uma derrota para a Inglaterra ao cometer pênalti em Michael Owen – Não há tempo para parar e aproveitar aquilo. Você chega e é jogo atrás de jogo. Agora, talvez eu lembre de tudo o que acontece em minha carreira, talvez eu consiga aproveitar-me de tudo melhor do que na época em que estive diretamente envolvido. Antes eu não tinha tempo para parar, apreciar aquilo. Hoje eu consigo perceber tudo, consigo apreciar que foi algo grande!”

Aproveitando o momento difícil da Argentina nas eliminatórias para a Copa do Mundo, finalizando esta entrevista, Pochettino ainda foi perguntado sobre como é jogar essa fase qualificatória:

“É realmente difícil. É muito competitivo. Agora você pode olhar para a tabela e ver que a Argentina tem grandes jogos pela frente. Veremos… quando você joga, você não pensa só em jogar futebol, é mais do que futebol. A atmosfera de fora do estádio, no hotel, quando você está treinando. Isso é como se você estivesse lutando por algo além do futebol!”

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Lucas Colenghi

Mineiro de Uberaba (no Triângulo Mineiro). Licenciado em Letras com Habilitação em Português e Inglês pela UFTM. Tenho 22 anos e as duas coisas que eu mais odeio no mundo são: 1- acordar cedo; 2- escanteio curto. Gostar de futebol é legal até você resolver torcer para um time: com o Tottenham não é diferente.