Faltam sete. Mas é uma de cada vez…

A parada para os jogos de seleção na data FIFA deu uma esfriada naquela loucura que estava a disputa da Premier League. Passado o momento dos jogadores defenderem seus países, os olhares voltam-se para os últimos embates que o Tottenham terá pela frente na melhor liga nacional do mundo. Ocupando a vice-liderança, cinco pontos atrás do líder Leicester, é inegavel que a temporada dos Spurs é melhor que o esperado. Nem tanto pelo aproveitamento em pontos, mas sim pelo futebol apresentado e a posição que ostentamos na tabela. Até os mais céticos concordam: o título é uma realidade possível.

Possível, nada mais que isso. O campeão provável é o líder Leicester, que diminui um pouco os efeitos da nossa façanha para a grande mídia, porque o feito dos Foxes é um pouco mais inacreditável. Nós iniciamos como um postulante à vaga na Champions League, eles ao rebaixamento. Ambos já mostraram força em diversas oportunidades e deram credenciais suficientes para erguer a taça. Mas as últimas sete rodadas é que vão decidir tudo. Nessa briga direta, nós somos os azarões. E, até por isso, precisamos mostrar muito mais.

Levanta aí, porra! (Foto: Reprodução / provenquality)
É a hora do Tottenham se agigantar diante dos adversários (Foto: Reprodução / provenquality)

É essencial compreender a importância de cada partida nesse contexto. Trabalhar com os números, com os desafios e conveniências da tabela, para que não precisemos nos preocupar com a turma que vem ali de baixo, principalmente Arsenal, Manchester City, United e West Ham. A única receita para que mantenhamos a briga polarizada contra o time de azul, é vencer. E o primeiro desafio é uma pedreira gigantesca, histórica. O Liverpool, dopado pela inebriante presença do treinador Jurgen Klopp. Precisamos corrigir a inconsistência do primeiro turno, quando jogamos melhor em White Hart Lane, mas não saímos de um sádico 0 a 0.

Nas últimas temporadas, sofremos derrotas muito dolorosas frente ao Liverpool em Anfield. Na temporada passada, um 3×2 com gol de Balotelli no fim foi um balde de água fria em qualquer aspiração. Goleadas em temporadas anteriores, em jornadas inspiradas de Kuyt, Suárez, Coutinho e Sterling também se mantém marcadas na nossa pele. Mas a atual época tem se mostrado diferente em diversos sentidos. E nessa esperança devemos nos apegar. Temos uma base jovem e que já se mostra madura para ser eficiente por clube e seleção.

Temos qualidade disponível e toda a necessidade imaginável de conquistar esses 3 pontos. Daqui para frente será sempre assim, jogo a jogo, pontos a pontos, para aproveitar os eventuais erros do Leicester. Qualquer empate ou derrota praticamente sepultará nossas perspectivas de celebrar o inimaginável, há um ano atrás. Só existe um Leicester, que está longe de ser infalível. E diante das iniciais 38, restam apenas sete pedras no meio do caminho. Que saibamos removê-las.

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Emerson Araujo

Jornalista, aficionado por futebol, torcedor do Cruzeiro (de nascença) e do Tottenham (desde 2005). Orgulhosamente, um dos fundadores da Tottenham Brasil e colaborador do Guerreiro dos Gramados, site voltado a cruzeirenses. Odeia Guardiolismos e acredita que atacante tem que fazer gol. Acredita que todo dia é um 7 a 1 diferente e não há nada de mau nisso. Exímio treinador no Football Manager.

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