Fiquem ricos, meus filhos!

Obviamente, o título do texto é absolutamente fictício. Todos eles já são mais ricos do que minhas últimas vinte gerações somadas, talvez até com as suas. Mas a chance de ficar rico aqui pode ser interpretada pelo lado menos capital da coisa, indo para aquelas coisas que não tem valor por serem lembradas de forma atemporal. Coisas como vencer o North London Derby, retornar a disputa da Champions League, ou ganhar o título inglês que não vem para White Hart Lane há mais de 50 anos.

Sempre me mantive muito reticente sobre as possibilidades de troféu, preferindo focar no objetivo de terminar entre os 4 primeiros no campeonato. Confesso que ainda acho que o retorno à Champions seria uma grande conquista na atual temporada. Não haverá espaços para frustração se o clube conseguir essa classificação mesmo vivendo um momento instável fora de campo, construindo um novo estádio, tendo desprendido poucos recursos em contratações no início da temporada e ostentando um plantel curto, que em tese não tem número nem pra jogar um coletivo.

Em uma época que ficará marcada por estar absolutamente de pernas para o ar, com o Leicester brigando na ponta, após ser apontado como possível rebaixado, e o atual campeão Chelsea com dificuldades para sair da metade inferior da tabela, o Tottenham pode conseguir um feito inimaginável. Se alguém falasse que os Spurs conquistariam a Premier League há seis meses, seria apedrejado. Tal cenário era visto como um aborto da natureza, depois como impossível, improvável, difícil e hoje é uma realidade palpável. Mas depende do rendimento nas últimas 10 rodadas.

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Pochettino e seus comandados realizaram um belo trabalho até aqui. Mas o clássico de amanhã é vital para saber até que ponto o argentino merecerá endeusamento e elogios por mais uma semana. E por uma temporada memorável, caso tudo dê certo. O Arsenal também vem mordido e todos estamos muito conscientes: se o Tottenham estiver em seu melhor nível, vencerá. Mas se repetir o desempenho do confronto com o West Ham, na última rodada, poderemos perder o duelo em casa, o que daria muita força ao rival e permitiria aos times de baixo uma aproximação, colocando em xeque até mesmo nossa vaga no G4.

É hora de tranquilidade, confiança, cabeça no lugar e, principalmente, fazer gols. Sim, gol, esse momento intangível e inesquecível que pode mudar nosso humor, render um fim de semana maravilhoso ou nos fazer entrar em uma desgraça emocional. Basta jogar o que já mostramos em vários momentos da temporada, que os 3 pontos virão. Será um passo gigante para ficar a frente do Arsenal na temporada e classificar para a maior competição de clubes do mundo, duas grandes conquistas. Sobre a possibilidade de fitinhas brancas e azul marinho na taça da Premier League em maio, não é hora de discutir ainda. Mas sonhar já é possível. Mais que isso, é obrigação.

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Emerson Araujo

Jornalista, aficionado por futebol, torcedor do Cruzeiro (de nascença) e do Tottenham (desde 2005). Orgulhosamente, um dos fundadores da Tottenham Brasil e colaborador do Guerreiro dos Gramados, site voltado a cruzeirenses. Odeia Guardiolismos e acredita que atacante tem que fazer gol. Acredita que todo dia é um 7 a 1 diferente e não há nada de mau nisso. Exímio treinador no Football Manager.

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