TB Perfis – David Ginola

Um dos jogadores de futebol mais talentosos que vestiram a camisa do Tottenham nos últimos 20 anos. Assim pode ser definido o francês David Ginola, meia atacante que conseguiu ser eleito o melhor jogador de uma temporada da Premier League, mesmo com os Spurs passando longe das primeiras posições. Habilidoso, incisivo, de finalizações impecáveis e improváveis de longe, Ginola se tornou membro do Hall da Fama do Tottenham, a maior honraria destinada aos ex-atletas da equipe. Atualmente, trabalha como ator e modelo, tendo passagens também como apresentador de TV. Por toda a admiração nutrida através desses anos, ele é o biografado da semana na série Tottenham Brasil – Perfis.

O começo do baile

David Désiré Marc Ginola nasceu na província Gassin, comunidade de Var, no sudeste da França em 25 de janeiro de 1967. O início de seu baile com a bola foi nas categorias de base do Sporting Toulon, clube onde se profissionalizaria. Sempre mostrando muita qualidade no trato com a bola, desde muito novo chamou a atenção dos treinadores que o ensinavam e tão logo foi amadurecendo fisicamente, já fazia parte das seleções francesas de base. Sua estreia como jogador profissional foi pelo próprio Toulon no dia 30 de novembro de 1985, entrando no segundo tempo de uma vitória sobre o Metz por 2×0.

Disputou 14 jogos a partir de então na temporada, tornand0-se titular absoluto da equipe na seguinte, quando jogou 34 vezes. No entanto, ainda faltava seu primeiro gol como profissional, algo que só aconteceria no dia 19 de dezembro de 1987, quando marcou o terceiro gol na vitória sobre o Le Havre por 3×0. Seu exuberante estilo de jogo começava a aparecer e ser produtivo. Fatalmente outros clubes passaram a se interessar pelo jovem, que após 82 partidas e 4 gols, chegou com status de grande contratação ao pequeno Racing Club de France, o popular RC Paris. Especialmente, quando conquistou pela Seleção de base o tradicional Torneio de Toulon, sendo laureado como o melhor jogador da competição.

No pequeno da capital

Ginola chegou para ser o jogador incisivo que a equipe precisava. Tendo como principais nomes o armador Luis Fernandez e como grande craque Enzo Francescoli, David pôde aprender com gente da melhor qualidade para desenvolver seu futebol. Os 7 gols em 29 partidas do Campeonato Francês lhe deram a vice-artilharia da equipe na temporada e ajudaram o RC Paris a se salvar na bacia das almas: o time terminou com 29 pontos na liga, os mesmos do rebaixado Strasbroug, mas se manteve na elite por ter um saldo de gols menos pior.

Na temporada seguinte, Fernandez e Francescoli foram embora e a responsabilidade caiu toda sobre os ombros de Ginola, que não suportou a pressão. Com apenas um gol em 32 atuações, fez parte do time que seria rebaixado, em penúltimo lugar na liga. No entanto, não permaneceria por muito tempo no Paris, indo parar no Brest, que resolveu apostar em sua qualidade. O tempo mostrou que as praias da nova cidade o fariam muito bem.

Vamos a la playa?

Seu estilo extravagante não demoraria a aparecer no Brest, um clube que também costumava figurar entre o meio da tabela e a luta contra o rebaixamento. Após ser suplente nas duas primeiras rodadas da Liga, foi titular e marcou gol na vitória sobre o Toulon, seu time de formação. O novo time tinha como rostos conhecidos o goleiro argentino Sergio Goycochea, exímio pegador de pênaltis e titular de sua seleção, além do atacante Stephane Guivarc’h, até então uma promessa, que se tornaria campeão mundial com a França em 98, sendo titular na decisão frente ao Brasil. Em 33 jogos na temporada, Ginola fez 6 gols e conseguiu desempenhar um excelente futebol, se tornando um jogador imprescindível na equipe que terminaria na décima posição na liga. No entanto, problemas financeiros causaram o rebaixamento do Brest, assim como de Bordeaux e Nice.

 A virada de mesa derrubou o Brest, mas Ginola por lá permaneceu. Foi o único, visto que o elenco sofreu uma imensa reformulação e a qualidade do time despencou, não conseguindo ser competitivo nem na segunda divisão. David era a ilha de talento e se tornou ‘o exército de um homem só’ de Brest. Ao passo que conseguia brilhar em meio a um time fraco, outras forças do país cresceram o olho em seu futebol. Foram 17 jogos e 8 gols na segundona, quando o rico PSG resolveu buscar o jovem. Com problemas financeiros graves, o Brest quis, mas não conseguiu segurar. E assim, por verba desconhecida foi fechada a transação no meio da temporada 1991/92.

Sempre teremos Paris!

 Sua chegada em dezembro de 1991 foi cercada de expectativa. Ginola já era um talento reconhecido nos clubes e também na seleção e somaria seu estilo com jogadores como Ricardo Gomes, Valdo, Paul Le Guen e Patrick M’boma, além do impulso financeiro do patrocinador Canal +. Estreou contra o Marseille em 17 de dezembro de 91, marcando pela primeira vez no dia 06 de março de 1992, na goleada de 5×2 sobre o seu Toulon, não perdoando novamente o time de base. Rapidamente conquistou os torcedores, marcando 3 vezes nos 15 jogos da época, ajudando a equipe a se classificar para a Copa da Uefa. Pela primeira vez, Ginola iria desfilar seu futebol fora da França.

Conquistando tudo

Sua segunda temporada no Paris Saint Germain foi de afirmação, dele e do clube que contratou um certo George Weah. O time disputou os títulos da liga e da Copa da Uefa com brilhantismo, mas acabaria ficando pelo caminho. Foi vice campeão francês, perdendo o confronto direto para o Marseille na penúltima rodada, o que lhe não lhe permitiu chegar ao topo. E na competição continental, foi vital na caminhada da equipe que passou por PAOK, Napoli e Anderlecht. Nas quartas de final, o poderoso Real Madrid pelo caminho. Derrota por 3×1 na Espanha, Ginola fez o gol dos franceses. Na volta, no Parc des Princes, um jogo mágico. Weah fez o primeiro, Ginola o segundo, Valdo o terceiro. Quando o clima era de festa, Zamorano descontou e levou a partida para a prorrogação. No tempo extra, Kombouare fez de cabeça o gol da classificação. Apesar da classificação espetacular, a equipe pararia na Juventus, na semifinal, após duas derrotas.

 Seus 9 gols em 45 embates foram um excelente registro para a temporada, que terminaria com seu primeiro título da carreira. Com vitória de 3×0 sobre o Nantes, o PSG levantou a Copa da França. Ginola fez o segundo gol no triunfo decisivo, agora jogando como atacante, formando dupla com Weah. A temporada seguinte foi a mais vitoriosa da carreira e de números mais impressionantes também. Foram 15 gols em 46 duelos e o clube levou pra casa o título do Campeonato Francês, com David atuando em todas as partidas. Apesar do fracasso nas taças nacionais e na Supercopa europeia, a equipe parecia cada vez mais forte e pronta para brigar com os maiores da Europa. Mas um contratempo na Seleção mudaria os rumos de sua carreira.

O inimigo

Ginola disputou 17 jogos pela Seleção Francesa e marcou 3 gols, entre 1990 e 1995. Entretanto o dia 17 de novembro de 1993 ficou marcado como praticamente o seu fim para o futebol nacional. Última rodada das Eliminatórias para a Copa dos Estados Unidos, Ginola entrou no segundo tempo na vaga de Papin com o jogo contra a Bulgária empatado em 1×1. O empate levaria Les Bleu para o Mundial, mas aos 44 do 2º tempo, veio a desgraça: Segurando a bola no ataque, Ginola fez um cruzamento ruim para a área, que passou por todo mundo. Em rápido contragolpe, Kostadinov marcou o gol da virada da Bulgária que eliminou a França da Copa. Posteriormente, o craque processaria o treinador falastrão. O vídeo com os gols da partida você vê abaixo.

Não bastasse a dor de se ver fora do Mundial, as coisas piorariam. O treinador Gerard Houllier classificou no dia seguinte que Ginola era o único culpado pela eliminação francesa e ainda disse que o meia-atacante era o assassino da equipe. A alcunha pegou e onde quer que fosse, David era lembrado dessa forma, tanto pelos rivais quanto por parte da torcida do seu clube. Inegável que a hostilidade com que passou a ser tratado acabaria encaminhando sua saída do país, mas ainda havia muito a ser conquistado na França e Ginola optou por continuar mais uma temporada no PSG.

A volta por cima

Já considerado o melhor jogador da França por parte da crítica especializada, a alcunha de El Magnífico obtida nos tempos de Brest fazia cada vez mais sentido. Apesar de colocar os problemas na seleção para escanteio, o jogador seria barrado mais uma vez por um inimigo chamado semifinais. Conseguiu fazer uma boa temporada na liga, com 11 gols em 28 partidas e caminhou com seu PSG na Champions League, passando por um grupo com Bayern de Munique, Spartak Moscou e Dínamo de Kiev. No caminho, o Barcelona. Após um 1×1 no Camp Nou, vitória por 2×1 em casa e vaga na semifinal. No jogo de ida contra o Milan, a bola simplesmente não quis entrar. E após muito pressionar, o PSG sofreria o gol em contragolpe já nos acréscimos do segundo tempo, por intermédio de Boban. Na Itália, Savicevic fez duas vezes e acabou com o sonho.

 Engana-se quem considera que foi uma temporada ruim. Apesar dos fracassos, títulos da Copa da França e da Copa da Liga fecharam em bom nível a época 1994/95, a última de Ginola em território local. De saco cheio com as críticas pelo episódio de 93, o jogador abdicou da seleção e resolveu focar apenas no clube. Todas as especulações davam conta de uma transação do atacante para o Barcelona, mas o treinador do Newcastle Kevin Keegan foi mais esperto e garantiu os serviços do francês, desembolsando ao PSG a bagatela de 2,5 milhões de libras.

Na terra da rainha

 Os Magpies tinham um audacioso projeto de se tornar um dos grandes clubes do país e Ginola chegou para jogar com gente como Faustino Asprilla. David Batty e Les Ferdinand. Ginola fez sua estréia contra o Coventry City em 19 de agosto de 1995, em uma vitória por 3×0. Marcou seu primeiro gol no campeonato em 27 de agosto contra o Sheffield Wednesday em uma vitória fora por 2×0. Na temporada, foram 5 gols e uma boa adaptação. A expectativa era de que a próxima seria ainda melhor, principalmente após a aquisição de Alan Shearer, o artilheiro do Blackburn.

 E as coisas caminhavam muito bem. O Newcastle dava show, Ginola era o principal expoente do futebol bonito e ofensivo da equipe. A equipe chegou a liderar a Premier League com 10 pontos de vantagem para o segundo colocado, mas perdeu força. Kevin Keegan pediu o boné e foi substituído por Kenny Dalglish. A eliminação para o Monaco nas quartas de final da Copa da Uefa minaram a confiança do time que entrou em queda livre. Ginola deixou de fazer parte dos planos do novo treinador após uma lesão e mesmo com o Newcastle terminando em segundo lugar na liga, não havia ambiente para continuar. Com isso, 75 jogos e 7 gols em dois anos foram o total de sua passagem pelos Magpies. Ficaram os mesmos 2,5 milhões de libras nos cofres e lá se foi o francês.

 Oh when the Spurs

Ginola chegou ao Tottenham em 1997 em um momento que o time não ia bem das pernas, digamos assim. Acompanhado do antigo companheiro Les Ferdinand, era a esperança de um reerguimento dos Spurs. Mas as coisas demoraram a entrar nos eixos. Seus 15 primeiros jogos nos Spurs foram compostos por 3 vitórias, 3 empates e 9 derrotas. Estreou em 10 de agosto de 97, derrota em White Hart Lane contra o Manchester United. Gol, só no triunfo sobre o Sheffield Wednesday por 3×2 em 19 de outubro. Seus gols normalmente tinham algo de especial. Seja um drible desconcertante, um arremate de longa distância ou uma condução de bola extraordinária. Virou o dono do time, atuando 37 vezes na época, todas como titular. 7 gols.

1998/99 foi sua melhor temporada no futebol inglês. Temporada essa que além de título, veio acompanhada de uma conquista individual. O time estava longe de ser brilhante, mas em vários momentos foi carregado pelo craque francês. E se o topo da tabela na Liga era uma ilusão distante demais, a busca pela conquista nas taças era a grande motivação dos Spurs. Na Copa da Liga, Brentford e Northampton foram os primeiros adversários batidos. Na terceira fase, o Liverpool. Vitória por 3×1 em Anfield. Em sequência, o forte Manchester United, de Alex Ferguson. 3×1 em White Hart Lane, com Chris Armstrong marcando 2 vezes, Sheringham descontando e Ginola fazendo o gol do alívio já nos minutos finais.

Na semifinal contra o Wimbledon, primeiro jogo em White Hart Lane, 0x0. Sem deixar o pessimismo tomar conta, o jogo de volta contou com boa atuação de Ginola e com o faro artilheiro de Steffen Iversen, que marcou o gol da classificação na magra vitória. O Tottenham estava em Wembley e o adversário seria o Leicester. Em um jogo truncado, feio, brigado, de poucas oportunidades, tudo parecia desandar quando Justin Edinburgh foi expulso por agredir Robbie Savage. Com um a menos, Ginola precisou se desdobrar para manter o Tottenham no jogo, mas os atacantes Ferdinand e Iversen não viviam grande tarde. Aos 44 do 2º tempo, o francês é sacado para a entrada de Andy Sinton. E em um lance inesperado de Iversen, instantes depois, a bola se oferece para o improvável herói Alan Nielsen estufar as redes e dar o título ao Tottenham.

 Se era um título que faltava para sua passagem nos Spurs se tornar vitoriosa, a Worthington Cup matou essa pendência. Paralelamente, a equipe buscava o título da FA Cup e Ginola marcara três vezes no torneio, uma delas em um mágico gol pelas quartas de final contra o Barnsley, em uma arrancada incrível onde passa por vários jogadores e engana adversários apenas com o jogo de corpo. No vídeo ao fim da matéria você pode constatar. Entretanto, a caminhada dos Spurs terminaria nas semifinais, após derrota por 2×0 frente ao Newcastle.

O melhor

 A coroação definitiva viria ao final da temporada. O desempenho de Ginola subiu exponencialmente com o decorrer da temporada e seus 6 gols já na parte final da época ajudaram o Tottenham a manter-se vivo em todas as competições de modo respeitável. Como disse anteriormente, os tempos eram outros e a realidade dos Spurs era bem mais complicada que os dias atuais, com o time regularmente frequentando a parte baixa da tabela. Mesmo apresentando uma queda na condição física devido a maratona de partidas, Ginola seguiu brilhante até a última rodada e conquistou com méritos, o título de melhor jogador da Premier League, tanto na eleição dos jornalistas, quanto na dos atletas. Mesmo com seu clube num modestíssimo 11º posto na classificação. Jogou 44 vezes e fez 7 gols na excelente temporada. Nessa época, Johan Cruijff apontou Ginola como o melhor jogador do mundo. Só isso.

 Manteve um nível competitivo em 99/2000, mas o clube seguiu sem conseguir corresponder e desta vez, não se deu bem nas taças. Caiu para o Fulham na quarta rodada da Copa da Liga, para o Chelsea na quinta rodada da FA Cup e para o Kaiserslautern, na segunda rodada da Copa da Uefa. O treinador George Graham sinalizou com a possibilidade de negociação de Ginola, o que o próprio jogador considerou que era uma bomba. Muito a contragosto, foi negociado com o Aston Villa por 3 milhões de libras no início da temporada 2000/2001. Foi o fim de um casamento perfeito, após 124 jogos oficiais, sempre como titular, e 20 gols marcados.

No Villa

Ginola não fez questão de esconder que não queria deixar o Tottenham e estava mudando-se para Birmingham forçadamente. No entanto, abraçou o desafio de tentar levar o time adiante, contando com a ajuda de bons nomes como o goleiro David James, o zagueiro Gareth Southgate, os meias George Boateng e Gareth Barry, além dos atacantes Darius Vassell, Dion Dublin e Juan Pablo Angel. Ginola, no entanto, não foi muito efetivo. Muitas vezes ficou no banco e quando saia entre os titulares, era um nome certo na tábua de substituição. Marcou 3 gols na temporada, contra Manchester City, West Ham e Charlton, em 28 aparições. Na temporada seguinte, caiu junto com o Aston Villa na primeira eliminatória da Copa da Uefa, contra o inexpressivo NK Varteks da Croácia.

 É a hora de parar

Em nenhum momento, David conseguiu reeditar seus melhores momentos no Villa. Jogando cada vez menos devido a condição física deficiente, parecia não ter mais saco para a carreira de atleta profissional. No dia 30 de novembro de 2001, foi expulso infantilmente na derrota em casa do Villa para o Leicester City, discutiu com o quarto arbitro e isso acabou lhe rendendo mais problemas. Foi suspenso pela federação e teve que pagar uma multa. O Aston Villa não o queria mais e o cedeu sem custos para o Everton no meio da temporada 2001/02. A passagem se resumiu em 36 jogos e 6 tentos.

 A passagem pelos Toffees foi extremamente fim de feira. Jogou apenas 7 partidas pelo clube de Liverpool, sem marcar gols. Fora de forma, pouco contribuiu para o time e foi tirado dos planos no momento em que David Moyes assumiu o comando técnico. Ao final da temporada, sem contrato e sem pretendentes razoáveis, decidiu encerrar a carreira no futebol, deixando aberta a possibilidade de um retorno como treinador. Mas passou a se dedicar mesmo a carreira de ator, algo despertado durante as campanhas publicitárias que estrelou durante toda a carreira. Já atuou tanto em curtas quanto longa metragens e vive atualmente com a mulher e os dois filhos em Saint Tropez. A vida de aposentado realmente deve estar péssima.

Nosso agradecimento a distância não tem o mesmo valor que a torcida do Tottenham na Inglaterra pôde fazer nas oportunidades em que Ginola voltou a White Hart Lane. Durante a cerimônia de celebração pelos 125 anos do clube, em 2007, David Ginola foi ovacionado ao pisar no mágico gramado do clube que foi sua casa por três temporadas. Para quem se admirou pelo nível futebolístico de David, o vídeo abaixo conta um pouco de sua trajetória e mostra uma série de seus maravilhosos gols, em arrancadas, mudanças de direção e finalizações espetaculares. Muito obrigado a quem acompanhou até aqui, até a próxima biografia na série Tottenham Brasil – Perfis.

 

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Emerson Araujo

Jornalista, aficionado por futebol, torcedor do Cruzeiro (de nascença) e do Tottenham (desde 2005). Orgulhosamente, um dos fundadores da Tottenham Brasil e colaborador do Guerreiro dos Gramados, site voltado a cruzeirenses. Odeia Guardiolismos e acredita que atacante tem que fazer gol. Acredita que todo dia é um 7 a 1 diferente e não há nada de mau nisso. Exímio treinador no Football Manager.

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  • Alexander

    Pena não tê-lo visto em atividade por conta das transmissões por aqui (somente via tv aberta).

    Honrou bem a camisa 14 e deveria ser um modelo a ser seguido atualmente até dentro do elenco.