A grande entrevista de Nabil Bentaleb

Nabil Bentaleb, volante argelino do Tottenham, jogador de apenas 20 anos, foi revelado por Tim Sherwood, na metade final da temporada passada, e rapidamente conquistou espaço no elenco de profissionais. Nascido em Lille, na França, Nabil chegou à base dos Spurs em 2012, período em que Sherwood era o comandante da divisão sub-20 do time. O não tão querido Tim logo viu que o garoto tinha potencial e, pouco depois de assumir o comando do time após a queda de André Villas-Boas, deu uma chance para que Bentaleb começasse sua escalada na categoria profissional do clube.

Nabil Bentaleb é pura vibração em campo – Foto: Tottenham Hotspur Official

Até aqui, pode-se dizer que o jovem jogador adquiriu muita experiência, disputou, inclusive, a Copa do Mundo de 2014, sendo peça importante da equipe de Vahid Halilhodzic. Ainda é uma – breve – carreira de altos e baixos, mas Bentaleb é fruto do bom trabalho da base do Tottenham, que nessa temporada abasteceu bem o elenco de Mauricio Pochettino. Nabil estreou pela equipe principal contra o Southampton, no St. Marry’s Stadium, há cerca de 16 meses, e voltará a seu ponto de partida neste sábado, quando enfrentaremos os Saints pela Barclays Premier League. Com base nesse contexto, o Tottenham realizou uma boa entrevista com o jogador.

A entrevista:

Entrevistador: Que memórias lhe aparecerão quando retornar ao St. Marry’s neste sábado?

Nabil: “Grandes memórias. Foi quando meus sonhos começaram a se realizar. Lembro-me como se fosse ontem. Até o aquecimento foi fantástico. Tive a chance de jogar, fui bem, ganhamos, perfeito!”.

E: Pareceu que nada lhe abalaria naquele dia. Você sentiu isso?

N: “Eu estava muito nervoso, mas me disseram para ficar calmo e jogar meu jogo, só ir lá e jogar como se estivesse treinando com a equipe da base. Esse foi meu foco e assim que dei o primeiro toque na bola já me senti confiante. Já havia treinado com o time principal, mas o jogo é o que importa. Joguei bem, mas sabia que seria apenas o começo. Até hoje mesmo é apenas o começo.”.

E: Os jogadores sempre dizem ser difícil chegar ao time principal tão jovem assim e mais difícil ainda permanecer nele. Você concorda?

N: “Você quer saber uma coisa? William Gallas me disse exatamento o mesmo. Ele me disse sábias palavras e o sou grato por isso. Eu tinha paneas 16 anos quando o conheci e ele sempre me deu conselhos e o benefício de usufruir de sua experiência. Todos os jogadores me ajudara, pessoas como Hugo e Younes me disseram os detalhes com que tinha que me preocupar e é preciso ouvir às suas palavras e à sua experiência, porque eles jogam em alto nível há um bom tempo.”.

E: Os jogadores descrevem o elenco atual com um grande sentimento de família…

N: “Sim, com certeza. Todos nos damos bem e temos um ótimo Centro de Treinamento, no qual podemos sentar e conversar após o treino. Todos nos damos bem e é possível ver o quanto lutamos uns pelos outros. Todos temos responsabilidade.”.

E: Você acredita estar amadurecendo enquanto jogador?

N: “Sim, já peguei muito peso para levar em minha pequena bagagem. Melhorei em relação à última temporada. Aquele era o início para mim, agora que estou jogando mais e mais, ganho confiança e maturidade. Penso estar crescendo como jogador, especialmente no meio do campo, onde você tem responsabilidade pelos dois extremos do jogo, é uma posição chave.”.

E: Você jogou muitas partidas formando dupla com Ryan Mason no nosso 4-2-3-1. Como se sentiu ao jogar tanto com alguém que também veio da base como você?

N: “É incrível. Joguei com Ryan, Harry e Andros nas categorias de base. Nunca pensamos que iríamos dar o passo seguinte juntos, talvez um ou dois, mas não cinco ao mesmo tempo. A qualidade de treinamento do clube está subentendida e assim que você mostra habilidade e vontade, você certamente terá uma chance na equipe profissional.”.

E: O Southampton é nosso próximo adversário na Premier League no sábado. O que você pensa sobre isso?

N: “É um grande jogo, no qual teremos que lutar muito. Sabemos o que esperar deles e eles sabem o que esperar de nós. Estaremos focados, fortes e tenho certeza que será um bom jogo. Espero poder voltar com os três pontos.”.

E: O que você sabe do Southampton?

N: “Eles estão em uma grande temporada. São difíceis de se enfrentar, mas apreciamos esses desafios. Como um futebolista, gosto de jogar essas partidas e jogar sob pressão.”.

E: E sobre a sua temporada? Você é modesto, mas deve estar muito feliz. Conseguiu tudo o que gostaria na temporada?

N: “Para ser honesto, não. Quero fazer gols, dar assistências, estar mais forte em cada parte do meu jogo. Sei que posso fazer isso. Sei que posso melhorar meus passes e minha capacidade defensiva.”

E: Bom, acho que apesar disso, tudo parece caminhar bem!

N: “Foi uma temporada positiva, pois estou evoluindo, mas não estou no nível que quero ainda. Inclusive, eu deveria ter marcado na minha cabeçada contra o Newcastle. Situações como aquela me fazem ver que preciso melhorar, mas aprendi muitas coisas. Se quero melhorar, sei que não posso me acomodar no que fiz até agora, não posso ficar estático. Os melhores jogadores sempre se esforçam mais todo o tempo. Estou confiante, quero aprender mais e o treinador tem me ajudado a progredir. Estou apenas no começo e posso ir mais longe.”.

Entrevista original no site do clube

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Lucas Colenghi

Mineiro de Uberaba (no Triângulo Mineiro). Licenciado em Letras com Habilitação em Português e Inglês pela UFTM. Tenho 22 anos e as duas coisas que eu mais odeio no mundo são: 1- acordar cedo; 2- escanteio curto. Gostar de futebol é legal até você resolver torcer para um time: com o Tottenham não é diferente.