Copa da Liga 2007/08 – A campanha

Amanhã tem decisão. Tottenham e Chelsea se enfrentam pela final da Copa da Liga Inglesa, repetindo a temporada 2007/08, onde os Spurs conquistaram seu último título. Se você não acompanhava o time na época, a intenção aqui é contar a campanha daquele time que imortalizou grandes nomes do clube. Se já acompanhava, terá a oportunidade de revisitar esse episódio marcante e saboroso da nossa história. O vídeo com todos os gols e melhores momentos da campanha você encontra aqui.

A primeira partida do Tottenham no torneio foi em casa, no dia 26/09/2007, no White Hart Lane, contra o Middlesbrough. O zagueiro Woodgate, que faria o gol do título, ainda era atleta do Boro na ocasião, mas felizmente não participou do jogo. Se ele estivesse em campo, não poderia disputar a decisão pelo Tottenham, o que alteraria os rumos e os nomes dessa história. Com gols de Gareth Bale aos 72′ e Tom Huddlestone, aos 75′, vencemos por 2×0 com alguma dose de sofrimento.

O próximo adversário seria o Blackpool, tarefa que parecia bem mais fácil. Assim, no dia 31 de outubro de 2007, o White Hart Lane recebeu o decisivo confronto entre as equipes, que terminou com uma nova vitória do Tottenham por 2×0. Robbie Keane fez o primeiro gol, aos 18 minutos de partida e o folclórico Pascal Chimbonda duplicou o marcador aos 58′, dando números finais ao embate. Foi a primeira vitória de Juande Ramos como treinador do Tottenham, ele que havia sucedido Martin Jol e estreado três dias antes, na derrota para o Blackburn por 2×1.

Nas quartas de final, enfrentaríamos um duelo fora de casa. O ainda pobre Manchester City, no Etihad Stadium. Em uma partida com arbitragem questionável de Steve Bennett, Zokora foi expulso logo aos 20 minutos de jogo por uma entrada mais dura. Nesse momento, o Tottenham vencia por 1×0 com gol de Jermain Defoe, anotado aos 5 minutos de quebra-canelas. O homem a mais fez o City crescer no jogo e pressionar, mas a atuação defensiva do time visitante foi impressionante e os Spurs foram recompensados no fim, quando Steed Malbranque marcou após excelente contragolpe, selando a terceira vitória por 2×0 na campanha.

O adversário na semifinal seria o Arsenal, rival que não vencíamos a quase 10 anos. Jogando o primeiro duelo fora de casa, a intenção era voltar com um placar que mantivesse o confronto em aberto para buscar a vitória em casa. E o Tottenham fez um jogo espetacular. Marcando com muita eficiência e contragolpeando com intensidade, a equipe de Juande Ramos saiu na frente, com Jenas aos 37′. No entanto a equipe acabou castigada no final da partida quando Walcott marcou para o Arsenal aos 79 minutos. Defoe ainda teve a chance de selar a vitória do Tottenham, mas perdeu chance incrível já no fim.

Para o jogo de volta, a expectativa era imensa na torcida. Será que finalmente viria o triunfo? Sim, ele veio, e de forma impressionante. Logo aos 3 minutos, Jenas conduziu a bola pelo meio e bateu rasteiro da entrada da área, para a bola beijar a trave e ganhar as redes de Fabianski. A pressão foi se consolidando e deu resultado aos 27′, quando Jenas cobrou falta na área e Bendtner marcou contra. O Arsenal se viu obrigado a atacar e no segundo tempo levou um chocolate. Aos 48′, Robbie Keane foi lançado em velocidade e bateu de bate-pronto marcando um lindo gol. Lennon – um dos melhores em campo – fez o quarto gol aos 60′, levando o White Hart Lane ao delírio. Adebayor, hoje no elenco dos Spurs, marcou para o Arsenal, mas no apagar das luzes Steed Malbranque fez o quinto após mais uma excelente jogada de Jenas, o homem do jogo. Placar final de 5×1 e humilhação imposta a nosso maior rival.

A decisão seria contra o outro grande rival londrino, o Chelsea. A sensação era a mesma que temos hoje, quando notoriamente o adversário é mais forte tecnicamente. O pessimismo tomou conta quando Drogba bateu falta no canto de Robinson, aos 39′ e abriu o placar para os Blues. Apesar de criar muito com o trio Lennon, Keane e Berbatov, a bola teimava em não entrar. No segundo tempo, o cenário clareou quando Huddlestone recebeu lançamento na área e o lateral Wayne Bridge – o amigo de Terry – meteu a mão na bola. Penalti que Berbatov não desperdiçou aos 70′. Findado o tempo normal, a partida foi para a prorrogação e coube a Woodgate marcar o gol do título, aproveitando falha de Cech na saída do gol que socou a bola contra o rosto do nosso zagueiro. De alguma forma mágica, o Chelsea pressionou mas a bola não entrou. E a taça veio para Juande Ramos e seus comandados.

Que essa história sirva como um bom presságio para o que teremos em vista amanhã. Tottenham x Chelsea as 13hs, com transmissão da ESPN Brasil. Caso você esteja no Rio de Janeiro ou em São Paulo, teremos encontros da torcida para acompanhar a decisão. O time precisa de nós, mesmo que a distância, toda boa vibe vai ajudar. Que seja nosso, COYS!

Fotos: Reprodução / Google Images

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Emerson Araujo

Jornalista, aficionado por futebol, torcedor do Cruzeiro (de nascença) e do Tottenham (desde 2005). Orgulhosamente, um dos fundadores da Tottenham Brasil e colaborador do Guerreiro dos Gramados, site voltado a cruzeirenses. Odeia Guardiolismos e acredita que atacante tem que fazer gol. Acredita que todo dia é um 7 a 1 diferente e não há nada de mau nisso. Exímio treinador no Football Manager.

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