Manchester City 4×1 Tottenham

Sábado, 18, 10h58, horário de Brasília: 4 a 1 para o Manchester City e é, sim, possível dizer que não foi o Tottenham que estragou nosso fim de semana. Em jogo de quatro pênaltis, no Etihad Stadium, Sérgio Agüero fez todos os tentos da equipe de azul, mas quem brilhou foi um senhor de amarelo, que se diz um “juiz”.

Com o desfalque de última de hora de Jan Vertonghen, que ficou no banco, com a justificativa de desgaste pela data FIFA, Mauricio Pochettino escalou o time da seguinte forma: Lloris; Dier, Kaboul, Fazio, Rose; Capoue (Dembélé), Mason (Vertonghen); Chadli, Eriksen, Lamela (Townsend); Soldado. Já Manuel Pellegrini, escalou seus comandados da seguinte maneira: Hart; Sagna, Kompany, Demichellis, Clichy; Fernando(Touré), Lampard (Fernandinho); Milner, Silva (Jovetic), Navas; Aguëro.

O primeiro tempo foi extremamente intenso. Enquanto o Manchester City apostava na posse de bola e em constantes subidas de Jesus Navas pelo lado direito de seu ataque, o Tottenham se fechava como podia e apostava nos contra-ataques. Mason era quem ditava o ritmo do Tottenham, e Aguëro era a flecha do ataque Citizen. Logo aos 13 minutos, Aguëro recebeu pela esquerda, cortou para dentro da área e finalizou forte no canto esquerdo de Hugo Lloris. Detalhe é que o gol pareceu irregular, pois Frank Lampard, em posição de impedimento, atrapalhava a visão de Lloris.

Mas o Tottenham chegou ao empate logo em seguida, aos 14, Ryan Mason desarmou Fernando e Soldado serviu Eriksen na entrada da área. O dinamarquês encheu o pé, a bola ainda pegou em Hart e na parte de baixo do travessão antes de entrar. Tudo igual no Etihad Stadium, o jogo estava bonito e um ser humano resolveu participar da brincadeira, também: o árbitro. Aos 17, o homem de amarelo enxergou uma penalidade de Lamela, que havia perdido a bola na intermediária, em Lampard. Agüero converteu, 2 a 1. Aos 31, Kaboul derrubou Silva na área, dessa vez foi, mas Agüero parou em Lloris e ainda perdeu o rebote.

No segundo tempo, o Tottenham precisava buscar ao menos um empate e, apesar de o City estar melhor na partida, teve a chance. Soldado ganhou uma jogada de Demichellis na entrada lateral da área, aos 60 minutos, e foi derrubado antes que pudesse chegar até ela. O juiz deu pênalti. Soldado, que fez boa partida, tinha a chance de se consagrar, mas a perna pesou e ele parou em Hart. Aos 65, o golpe fatal. Rose foi mal na disputa de bola pela esquerda e ela sobrou livre para Navas avançar até a área e cruzar rasteiro, mas a bola não chegou em Agüero. Por quê? Pois Fazio caiu na malandragem do argentino e concedeu o contato necessário para que se marcasse o pênalti e, o pior, para que recebesse um cartão vermelho. Agüero decretou seu hat-trick e o Tottenham ficou esfacelado em campo, ainda mais que há pouco Townsend e Dembélé haviam entrado jogo, visando mais ofensividade.

Mason teve de deixar o campo para Vertonghen recompor a defesa, mas isso não evitou a goleada. Aos 74, Sérgio Agüero fez seu quarto gol na partida: avançou pela esquerda, driblou Vertonghen e finalizou sem chances para Lloris. 4 a 1. Poderia ser pior, Milner acertou, ainda, uma bola na trave. O Tottenham não jogou mal, mas entre erros e acertos, a arbitragem minou o que prometia ser uma partida espetacular das tantas que vemos na Premier League.

Notas:

Hugo Lloris (7,0): Tomou 4 gols, mas 2 foram de pênalti e em outro ele estava totalmente encoberto. Lloris continua sendo nosso porto seguro, aquele em quem podemos confiar caso a defesa falhe – e como costuma falhar! Fez boas intervenções e defendeu um pênalti, poderia ter sido pior não fosse o arqueiro francês.

Eric Dier (6,0): O homem mais seguro da defesa. As investidas pelo seu lado raramente eram sucedidas. Dier é um jogador seguro e ainda tem muito a evoluir, não comprometeu e ainda reforçou o lado de Kaboul, que foi muito prejudicado pela partida deprimento de Fazio.

Younes Kaboul (5,0): Não foi a partida mais desastrosa que Kaboul já fez, ganhou de Agüero em algumas corridas, mas não dá a segurança que precisamos. Ainda fez um pênalti grosseiro em David Silva.

Federico Fazio (3,0): Além de ter um desempenho defensivo ridículo, “coroou” sua atuação com um pênalti e um cartão vermelho.

Danny Rose (5,5): Voluntarioso, mas sofreu muito com as investidas de Navas, não pode ser uma força ofensiva, apesar de ter dado um passe excelente por chance perdida por Soldado.

Etienne Capoue (6,0): Jogador de extrema eficiência defensiva, é quem procura evitar que as bolas cheguem na zaga, pois sabe que seus zagueiros não são confiáveis. Capoue dá a segurança necessária para que Ryan Mason dite o ritmo do nosso meio-campo.

Ryan Mason (6,5): Que jogador lúcido! Desarma, arma, cruza, cabeceia e ainda bate pênalti se deixar. Mason deu uma dinâmica impressionante ao nosso meio-campo desde que entrou para a equipe. Tem muito ainda a crescer e tem tudo para ser um dos destaques da equipe na temporada.

Erik Lamela (4,5): De longe, o pior do trio de meio-campistas. Lamela foi mal em todos os jogos grandes que tivemos e ainda foi quem perdeu a bola no lance do “pênalti” que originou o segundo gol do City.

Christian Eriksen (7,0): Fez o gol do time e ainda era um tormento constante à defesa do City. O dinamarquês cresceu bem de produção desde o clássico e vem evoluindo. Parece estar retomando a boa forma com a qual terminou a temporada passada.

Roberto Soldado (6,0): Pênalti perdido à parte, Soldado se mostrou uma opção bem mais interessante como referência ao trio de frente do que Emmanuel Adebayor. Deu a assistência pro gol de Eriksen e pode evoluir na temporada.

Mousa Dembélé (5,5): Não teve muito tempo para atuar como Pochettino gostaria, a expulsão de Fazio ocorreu logo depois de sua entrada, mas conseguiu dar um bom ritmo ao meio campo e não comprometer quando o objetivo passou a ser não levar uma goleada.

Andros Townsend (4,5): Como é decepcionante esse jogador em partida grande… não deu sequência a nenhuma jogada e não conseguiu, sequer, utilizar sua velocidade para criar jogadas.

Jan Vertonghen (5,0): Entrou para evitar a goleada, mas foi em cima dele que o gol saiu. Seus tornozelos pediram ajuda quando Agüero pegou a bola e gingou pra cima dele.

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Lucas Colenghi

Mineiro de Uberaba, no Triângulo Mineiro, graduando em Licenciatura em Letras com Habilitação em Português e Inglês. Tenho 21 anos e as duas coisas que eu mais odeio no mundo são: 1- acordar cedo; 2- escanteio curto. Gostar de futebol é legal até você resolver torcer para um time: com o Tottenham não é diferente.

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  • Vinícius

    De positivo, o nosso primeiro tempo e a “ressurreição” de Soldado. De negativo, a nossa defesa, que acabou não repetindo as boas atuações, transformando na minha opnião, o 4 a 1 em resultado justo. Mas pra falar a verdade eu já esperava que seríamos goleados, era impossível manter o foco e garra do NLD, que até consiguimos em parte no 1º tempo, no segundo tempo parece que o time voltou dormindo, muitos erros de nível de braileirão e com esses erros contra o Man. City (Aguero) a goleada era previsível. Acho melhor Pochettino começar a pensar na europa league, porque sem craque, sem alguém que consiga carregar o time, é praticamente impossível já que o nosso conjunto não é tão forte assim.