Avassalador

É como podemos definir o desempenho do time na vitória por 4 a 0 sobre o Queens Park Rangers no último domingo (24), em White Hart Lane. E é como o torcedor espera que a equipe se porte em partidas contra os times menores jogando em casa.

No bom português, avassalar é passar por cima, transformar os outros em vassalos. Com aquele tiozão professor de História, nas aulas sobre o feudalismo, a gente aprendeu que “vassalo”, na Idade Média, era o indivíduo que pedia algum benefício a um nobre superior e em troca fazia um juramento de absoluta fidelidade. O conceito de vassalo continuou a ser usado figurativamente para denominar o indivíduo submisso a algo ou alguém. E o QPR foi vassalo do Tottenham.

Apresentando um grande futebol, o Tottenham dominou o QPR em White Hart Lane (Foto: Reprodução/Eurosport)

É o que vem faltando já há algumas temporadas. Envolver os adversários nos jogos  em nossos domínios. Dominar. Predominar. Submeter. Bater no peito e esbravejar: “É nós que manda nessa porra!”

Perder pontos em White Hart Lane para times como West Ham e West Brom é inaceitável. E isso reflete na classificação final do campeonato. Quando termina a temporada, olhamos para a tabela e percebemos que aqueles míseros pontos que faltaram para conseguir a tão sonhada vaga na Champions League escaparam de nossas mãos. Em nossa casa.

No seu primeiro teste como treinador do Tottenham em WHL, Mauricio Pochettino deixou os torcedores esperançosos. A equipe jogou um futebol de encher os olhos. Com rapidez, bom toque de bola e, principalmente, com objetividade. Deixemos de lado a fragilidade do QPR, pois é de jogos com esse nível de “facilidade” que estamos falando.


Acima, os 48 toques na bola até chegar ao terceiro gol, marcado por Chadli.

Resta esperar a sequência do campeonato para ver se esse esse time continuará avassalando seus adversários em casa, ou se teremos a volta daquele velho time jogando aquele velho futebol maçante e que mais parece um vassalo do que um suserano.

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Made in Bahia, mais especificamente na Região do Sisal. Nordestino com orgulho. Licenciado em Letras com Habilitação em Língua Inglesa e Literaturas. Mestrando em Crítica Cultural. Professor de escola pública que, além de ensinar inglês, doutrina seus alunos, dizendo que não existe nada melhor que futebol - a não ser quando o Tottenham perde. Na equipe Tottenham Brasil desde 2011, escrevendo e soltando o sotaque na apresentação da Rádio TB.

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  • Leandro

    ” tiozão professor de história ”
    ” É nós que MANDA nessa porra “

  • Caio Pereira

    Voltar a ter prazer em ver o Tottenham jogar!!

  • Alexander

    Eu tenho o maior prazer de acompanhar o Tottenham desde 2007/2008.
    Adotei esse como meu time de coração, apesar de ser torcedor do Vasco da Gama. E hoje sou mais Spurs do que vascaíno propriamente dito.

    E me senti empolgado pelo jogo realizado contra o QPR. Espero que o time mantenha essa vontade, essa garra e essa postura tática para crescer na competição e desbancar os times de “modinha” que existem.

    Quero chegar aqui novamente no final da temporada e dizer que fui mais uma vez feliz com esse time. Que isso é ter paixão por futebol e que esse time me ensina isso a cada jogo!!!